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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Bahia receberá R$ 824 milhões do PAC-2

A segunda versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2) do governo federal vai destinar R$ 824 milhões a 83 obras e projetos na Bahia. Esta previsão foi divulgada nesta semana pelo Ministério das Cidades, que fez a primeira seleção de projetos para o programa. Em todo o Brasil, serão R$ 17 bilhões para 1.260 obras e projetos.

Os recursos serão distribuídos a 24 municípios baianos que possuem mais de 70 mil habitantes. Além disso, outras 97 cidades com menos de 70 mil habitantes foram pré-selecionadas para o PAC-2, mas ainda passarão por outra rodada de avaliação para que se defina se serão contempladas. O saneamento básico e a urbanização das cidades é o foco dessa segunda versão do PAC, por isso estão concentrados nestas áreas as obras e os projetos para a Bahia.

Embora não seja o maior município baiano, Camaçari é o que deve receber mais recursos no Estado: R$ 196 milhões, 23,8% do total. É a quarta cidade baiana com maior população (225 mil habitantes). Seu prefeito, Luiz Caetano (PT), foi o coordenador da campanha de reeleição do governador Jaques Wagner.

Depois vem Salvador, cujo prefeito é o peemedebista João Henrique, com R$ 190 milhões previstos, e Feira de Santana, governada por Tarcízio Pimenta, do DEM, oposição ao governo federal, com R$ 90 milhões.

Chama a atenção na lista que obras fortemente defendidas pelo governo baiano ficaram de fora da previsão de recursos, a exemplo da Ferrovia Oeste-Leste e a sonhada ponte Salvador-Itaparica.

Confira a lista completa no site do A Tarde

Salário mínimo deve chegar a R$ 540 em 2011

O texto base do relatório preliminar do Orçamento de 2011 foi aprovado no final desta tarde pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso, por unanimidade pelos senadores membros e com dois votos contrários de deputados do PSDB. Mais 48 destaques ao texto elaborados pelo relator senador Gim Argello (PTB-DF) ainda serão votados em separado.

O relatório preliminar, que prevê salário mínimo de R$ 540 em 2011, incluiu um aumento para as despesas no valor de R$ 12,347 bilhões à proposta original. No entendimento do relator, a estimativa de receitas para o próximo ano deve ser maior e, com essa reserva a mais, o governo poderá arcar com o aumento arredondado do mínimo e outros gastos, como os repasses para Estados e municípios e investimentos.

Mesmo com a aprovação do texto, as negociações acerca do orçamento do próximo ano continuam até o relatório final da comissão, ainda sem data definida. A sessão da Comissão foi suspensa porque os parlamentares foram para os plenários e deve ser retomada mais tarde.

Fonte: A Tarde

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Protesto em Salvador: Barraqueiros ameaçam atear fogo ao próprio corpo

Em toda a cidade de Salvador três mil pessoas estão desempregadas com as demolições




Os comerciantes das barracas de praia de Ipitanga, em Lauro de Freitas, estão concentrados nos equipamentos com garrafas de gasolina presas aos corpos afirmando que se matarão caso o processo de demolição seja realizado. Eles esperam o resultado de uma ação cautelar que pede o adiamento das demolições para que seja preservada a integridade dos barraqueiros. A expectativa é de que uma posição seja divulgada ainda nesta terça-feira (24).

Os proprietários das 66 barracas distribuídas em Ipitanga ainda argumentam que, apesar de 32 equipamentos estarem na área de Salvador, os impostos sempre foram pagos à prefeitura de Lauro de Freitas. Em toda a cidade de Salvador três mil pessoas estão desempregadas com as demolições. Apenas na manhã desta terça, até o momento, 66 barracas já foram demolidas em praias como Corsário, Patamares e Placafor. Nesta segunda-feira, 102 barracas da orla de Salvador foram ao chão.

A prefeitura divulgou uma nota informando que realizará uma reunião na manhã desta quarta-feira com representantes do governo federal para discutir uma opção de renda para os comerciantes. A prefeitura ainda informou que está verificando a liberação de um crédito especial para que os barraqueiros possam iniciar novos empreendimentos.

Fonte: Correio da  Bahia
 



segunda-feira, 26 de julho de 2010

Coelba é obrigada a suspender contas com cobrança indevida

A assessoria de comunicação da Coelba informou nesta segunda-feira (26) que está suspensa a cobrança das contas de energia elétrica dos meses de março e abril para os contratos que foram faturados por média de consumo. As faturas de março e abril possuem vencimentos compreendidos nos meses de março, abril e maio de 2010. A decisão atende a liminar da 13ª Vara de Relações de Consumo Cíveis e Comerciais da Comarca de Salvador e garante que não aplicará qualquer penalidade, inclusive o corte de fornecimento de energia elétrica aos consumidores que não efetuaram pagamento.

Na nota à imprensa, a empresa avisa que os clientes serão avisados por carta sobre a decisão. Para os consumidores que já pagaram as contas com cobrança indevida, a recomendação é aguardar a decisão final da justiça.

Cobrança - O pedido de suspensão da cobrança das contas de energia elétrica dos consumidores da Bahia que foram faturadas pela média de consumo nos meses de março e abril foi feito pelo Ministério Público Estadual em ação civil pública. A empresa foi acusada de ter efetuado cobrança irregular das contas de energia, em desacordo com a Resolução nº 456/2000 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

terça-feira, 20 de julho de 2010

Pólo de Ilhéus pode ficar sem empresas de informática

Implantado para ser uma esperança de redenção da economia do Sul do Estado, o Pólo de Informática de Ilhéus, que já chegou a produzir 20% dos computadores fabricados no país, não consegue superar a crise que há dois anos atinge as suas empresas. Seis delas já deixaram a Bahia, resultando na demissão de 700 trabalhadores.

Apesar do quadro crítico e dos apelos, o empresariado local continua aguardando por uma ação do Governo do Estado, de apoio ao pólo, diante da iminência de outras empresas também se trans ferirem para outros estados. A análise é feita segundo dados do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos, Computadores, Informática e Similares (Sinec), indicando que nos últimos dois anos, o Pólo de Ilhéus perdeu competitividade. O motivo inicial foi a crise econômica internacional, mas sem o apoio do Estado as empresas não conseguiram acompanhar a retomada da economia do País.

Em 2008 um total de 58 indústrias estava instalado no Pólo de Ilhéus, produzindo 200 mil computadores/mês, número que caiu para apenas 10 mil unidades, representando em 2009 um prejuízo de R$ 600 milhões. Sem o apoio do Estado, cinco delas foram para Minas Gerais e outra para o interior de São Paulo. Das que ficaram, duas conseguiram acordos judiciais com os credores para manter as suas atividades e as outras sobrevivem sem crédito e capital de giro.

De fato, os empresários que investiram na ampliação das suas indústrias e na diversificação das suas linhas de produção, ficaram sem crédito para investir na demanda projetada, já que após a crise, o Governo Federal cancelou as cartas de crédito, ou seja, a garantia de pagamento do que foi adquirido. Para tentar minimizar a situação, em dezembro de 2009, o Desenbahia, agência de fomento do governo da Bahia, lançou uma linha de crédito específica para o pólo industrial, com prazo de 24 meses, oito meses de carência e juros de 1,8% ao mês. Mas o empresariado não se sentiu atraído pelo crédito, em função dos juros altos.

Linhas de crédito e o Fortalecimento Empresarial - convite

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Previsão da Makro

A rede atacadista Makro já definiu a data de inauguração da sua loja em Ilhéus, a 75ª no Brasil: será dia 28 de agosto. A loja funcionará no quilômetro 24 da rodovia Ilhéus-Itabuna, em frente ao Atacadão.

O Makro prevê a geração de 250 empregos diretos com a nova loja, instalada numa área de 40 mil metros quadrados e na qual estão sendo investidos R$ 20 milhões. O empreendimento é voltado a grandes clientes e opera como autosserviço.


segunda-feira, 12 de julho de 2010

Atacadão está aquém das expectativas

Inaugurado no último dia oito deste mês, o Atacadão supermercados, da rede Carrefour, surpreende os consumidores, mas não são pelos ótimos preços. Muito pelo contrário, muitos reclamam dos preços, que além de estarem compatíveis ou centavos mais caros do que os supermercados de Itabuna, por exemplo, não facilitam na hora do pagamento - apenas à vista ou em débito.

Apesar do amplo local, as fileiras não comportam dois carrinhos confortavelmente, os ar- condicionados ainda não estão funcionando ou funcionam com precariedade. As filas estão imensas, o volume de caixas é insuficiente para a demanda dos compradores, de Ilhéus e Itabuna. Além disso,  alguns clientes reclamam de um procedimento comum em outras cidades onde têm o mercadão, a revista na saída. Além dos produtos serem conferidos no caixa, o cliente tem suas sacolas vistoriadas por um fiscal na saída do mercado.

Apenas há quatro dias da estreia, informações extra oficias dão conta de que muitos funcionários já estão reclamando da extensa e cansativa carga horária. Com portas fechadas às 21h, os funcionários ainda precisam se prologar até a 1h da madrugada fechando caixa e arrumando prateleiras.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Eliminação da seleção brasileira traz prejuízos à economia

Ainda que não muito satisfeitos com a escalação de Dunga para a Copa do Mundo da África do Sul, nem os mais pessimistas contavam com a eliminação da seleção canarinho nas quartas-de-final contra a Holanda. A Copa foi responsável pela infestação das cores verde e amarelo nas casas, nas unhas, nas roupas e principalmente no comércio. A volta do time brasileiro para casa trouxe tristeza e também muito prejuízo aos torcedores. Segundo cálculos da Fundação Getúlio Vargas – FGV, o estoque de bandeiras do Brasil, camisas, vuvuzelas e outros artigos nas cores verde e amarelo ficará encalhado e ainda amargará um prejuízo estimado em R$ 85 milhões em todo o País.

Aqui em Itabuna, as cores da bandeira vão, aos poucos, sumindo das vitrines e barracas. O que antes abarrotava as prateleiras vai agora dando espaço a outras peças e cores. A gerente de uma loja de roupas no Centro de Itabuna, Magali Carvalho, mudou o preço das peças duas vezes. No penúltimo jogo do Brasil uma camisa verde e amarela já estava custando apenas R$ 10, já as bermudas podem ser encontradas pelo preço de R$ 4,99. “Depois da derrota do Brasil quase não há procura pelas peças, a tendência agora é baixar ainda mais os preços e estocar o que sobrar”, afirma Magali.

No Centro Comercial – onde os preços são mais acessíveis a grande parte da população itabunense -, quase não houve prejuízo. Os comerciantes foram unânimes em declarar a falta de confiança na vitória do time brasileiro e, por conta disso, pouparam investimentos. “Eu não senti firmeza na escalação feita por Dunga; o pouco que investi vendi tudo”, ressalta a comerciante Eridan Santana.

Prejuízos para alguns, sorte para muitos. Quem estava de olho naquela TV de plasma LCD já pode comprar a sua por preços a partir de R$ 800,00. Alguns sites especializados em vendas de eletros oferecem desconto de até R$ 1200,00 em uma televisão LCD. Dessa forma, quem está aproveitando bem a volta para casa dos jogadores da seleção brasileira são os consumidores.