Depois das demissões sumárias no Jornal Agora, na última segunda-feira (20), parece que as mudanças não param por aí, não. Logo no início do novo ano, o jornal também dará início a uma nova fase. A começar pela própria direção do jornal. Adervan irá, enfim, se aposentar de suas atividades do impresso e dará lugar ao novo diretor, conhecido pelo Vitrine, até então, como Juvenal, um antigo amigo de partido. Esse sim, parece que veio para mudar bastante coisa no jornal.
Em conversa reservada na diretoria, Juvenal disse que não irá firmar parceria com nenhuma prefeitura. "Prefiro ganhar pouco e pagar todo mundo do que puxar saco de políticos, perder a credibilidade jornalística e ainda assim continuar sem pagar a folha dos funcionários", disse.
Essa declaração não agradou nada, nada, o diretor comercial, Robson Nascimento. Afinal, todo mundo sabe que o salário dele na casa não passa de míseros R$ 500. O que mantém mesmo sua condição de bacana são os repasses das prefeituras e Câmara de Vereadores de Itabuna. Por isso, Nascimento já sentiu a corda ficar bamba e já mostrou descontentamento. E preocupação, claro.
Outro que pode ficar descontente é o editor político, Kleber Torres. Este jornalista também aderiu a greve na segunda-feira, mas os anos de carreira dedicados ao Agora, o impediram de entrar no corte. Porém, mais uma surpresa pode estar à frente. O mais novo contratado, e a fazer parte da lista dos vales semanais, é o jornalista, recém-demitido da assessoria da Prefeitura Municipal, Joel Filho. Segundo Joel Filho, sua função é editor político, justamente o que Torres vinha desempenhando até então, na empresa. Os rumores no Agora é que, provavelmente, Kléber venha assumir a função das jornalistas demitidas INJUSTAMENTE, ou seja, poderá passar a escrever sobre segurança, esporte e factual.
Relembrando
Insatisfeitos com os atrasos nos salários e a forma de pagamento, a equipe de redação e da gráfica do jornal Agora decidiram paralisar na última segunda-feira, a fim de, tentar um acordo e buscar direcionamento e apoio do Sindicato dos Jornalistas. Ao contrário do esperado, nada foi feito. O Sindicato não ofereceu nenhum respaldo. Abro a ressalva para dizer que os grevistas não eram sindicalizados, mas mostraram interesse em se filiar. É importante também dizer que os dirigentes do Sindicato se mostraram parciais, já que Valério Magalhães mantém forte vínculo de amizade com a filha de José Adervan, Roberta de Oliveira e, é claro, com Adervan. E o próprio Maurício Maron, que também mantém forte relação com a direção do jornal, não mostrou interesse sobre o assunto, mantendo até um bate-boca via e-mail com uma das jornalistas demitidas. Bom, o que era de se esperar de um Sindicato que não tem o costume nem o interesse de trabalhar em prol da união de sua classe e vive às custas de manter o interesse nas amizades e bajulações que melhor lhe convém, a lutar por uma causa justa que é a observância do piso salarial, da jornada de trabalho, do não acúmulo de funções, da liberdade de expressão, liberdade de movimentos grevistas, entre outros não menos importantes.